Abuso de Posição ou Poder na Administração Pública: Por que é tão comum?

Abuso de Posição ou Poder na Administração Pública: Por que é tão comum?

O abuso de posição ou poder é uma forma corrosiva de má conduta que se manifesta em várias esferas da sociedade.

Nas instituições públicas, em particular, este tipo de comportamento se torna especialmente alarmante devido às consequências potenciais que pode ter sobre a governança e o bem-estar dos cidadãos.

O assunto já foi elencado no post: Riscos de Integridade mais Comuns. (https://mmpcursos.com.br/blog/riscos-de-integridade-mais-comuns#:~:text=S%C3%A3o%20press%C3%B5es%20expl%C3%ADcitas%20ou%20impl%C3%ADcitas,violar%20a%20conduta%20do%20agente.)

Ao longo dos anos, muitos escândalos e eventos infelizes tiveram como epicentro indivíduos ou grupos que, empoderados por sua posição, agiram em benefício próprio em detrimento do bem comum.

Este risco, presente em muitas administrações ao redor do mundo, ameaça a integridade e a transparência, pilares fundamentais de qualquer democracia funcional.

O que é o Abuso de Posição ou Poder?

Em sua essência, o abuso de posição ou poder ocorre quando alguém utiliza sua posição, seja ela formal ou informal, para obter vantagens pessoais ou favorecer terceiros de maneira ilícita ou imoral.

Este abuso pode ser manifestado de diversas formas: corrupção, nepotismo, assédio, favoritismo, entre outras.

A grande preocupação é que tais práticas corroem a confiança do público nas instituições e prejudicam a entrega efetiva de serviços públicos.

Abuso na Administração Pública: Por que é tão comum?

A administração pública, devido à sua vastidão e complexidade, é um terreno fértil para o abuso de poder. Algumas razões incluem:

  • Falta de Fiscalização: Em muitos sistemas, há carência de mecanismos eficazes de controle e fiscalização. Isso permite que comportamentos antiéticos passem despercebidos ou não sejam devidamente punidos.
  • Cultura Organizacional: Em alguns ambientes, o abuso pode se tornar normalizado se não for confrontado. Se a cultura da organização não valorizar a integridade e a transparência, práticas abusivas podem se tornar recorrentes.
  • Desequilíbrio de Poder: Em ambientes onde poucas pessoas detêm muito poder, a tentação de abusar desse poder pode ser maior, especialmente se houver pouca prestação de contas.

Impactos do Abuso na Administração Pública

O abuso de posição ou poder na administração pública tem efeitos profundos:

  • Erosão da Confiança: A confiança é a base de qualquer relação entre governantes e governados. Quando esta confiança é rompida, toda a estrutura democrática é abalada.
  • Ineficiência: Recursos são desviados, contratos são inflados e projetos são escolhidos não por sua relevância, mas pelas vantagens que podem proporcionar a determinados indivíduos.
  • Clima Organizacional: O abuso de poder pode criar um ambiente de trabalho tóxico, desmotivando funcionários honestos e comprometidos e atrapalhando a entrega de resultados.

Combate ao Abuso de Poder

Dada a gravidade do problema, é essencial que sejam implementadas medidas para combater o abuso de poder:

  • Fortalecimento dos Mecanismos de Fiscalização: Órgãos de controle, como tribunais de contas, devem ter sua atuação fortalecida e independente.
  • Educação e Treinamento: Funcionários públicos devem ser treinados regularmente sobre ética e integridade, tornando-se agentes ativos contra o abuso.
    Transparência: A adoção de políticas de transparência e abertura de dados é crucial. Quando os cidadãos têm acesso às informações e podem fiscalizar as ações do governo, torna-se mais difícil para os abusos permanecerem ocultos.
  • Criação de Canais de Denúncia: Estes canais permitem que funcionários e cidadãos denunciem práticas abusivas, garantindo anonimato e proteção contra represálias.

Conclusão

O abuso de posição ou poder na administração pública é, sem dúvida, um dos riscos de integridade mais comuns e perniciosos. No entanto, com a devida atenção e esforço coletivo, é possível criar um ambiente onde a integridade prevalece.

A responsabilidade não recai apenas sobre os órgãos governamentais, mas também sobre a sociedade civil, que deve se manter vigilante e exigente. Afinal, a administração pública existe para servir ao cidadão, e é direito de todos que ela o faça com ética, transparência e integridade.

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