# Os Atuais Desafios da Liderança

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- Published: 2023-12-04T14:13:50+00:00
- Author: MMP Cursos

O século XXI remete a uma grande reflexão sobre a maneira pela qual as organizações
devem ser administradas, em virtude das constantes mudanças e turbulências do cenário
atual. Essas transformações levam a modificações não apenas nos equipamentos mas
também nos processos de trabalho e na gestão de pessoas.

O desafio do desenvolvimento sustentável, a globalização, os avanços tecnológicos
em contextos tumultuados, a preocupação com o meio ambiente e o impacto das mudanças
governamentais na sociedade vêm demandando novas respostas do Estado e melhoria 
dos serviços prestados.

Uma nova mentalidade e uma nova cultura organizacional e gerencial são necessárias
para enfrentar com êxito essas realidades.

O Estado deve servir à sociedade. Ser mais ágil, mais eficiente, ter mais capacidade
para resolver os problemas cotidianos do cidadão.

Os brasileiros exigem que as ações do governo sejam mais eficazes e que o dinheiro
dos contribuintes seja mais bem aplicado. Em suma, a sociedade quer uma administração
pública orientada para resultados que se traduzam em alimentos, emprego, segurança,
escolas, hospitais, moradias, água e esgoto.

É nesse contexto que a capacidade de administrar bem com eficiência e eficácia se
torna mais relevante e passa a ser prioridade política.

Na atual sociedade do conhecimento, as organizações capazes de se renovar continuamente
por meio da inovação em estratégia, produtos, processos, relacionamento humano e
conexão com a sociedade, definitivamente obtêm amplas vantagens competitivas.

Partindo-se da premissa de que a criação, o crescimento e a manutenção das organizações
estão vinculados à conquista de resultados sustentáveis, há necessidade da integração
de três fatores fundamentais: filosofia empresarial, pessoas e processos, para que
sejam capazes de responder ao desafio de operar em um ambiente composto de forças–
mercado, tecnologia, economia, política e social, geradoras de oportunidades e ameaças.

Pessoas são fundamentais porque o alcance de resultados numa organização só é possível
a partir da interação entre elas e o trabalho que realizam, transformando os recursos
disponíveis em riqueza, fazendo-as se desenvolver e sobreviver.

Processos, porque a escolha e a maneira como um conjunto de atividades/funções é
organizado vão influenciar, positiva ou negativamente, o posicionamento da organização
no mercado e o alcance dos resultados desejados.

Para que esses fatores interajam de forma adequada, o pressuposto é que as organizações
definam o porquê da sua existência, que é a base para a definição do modelo de gestão
e das práticas administrativas que levarão ao alcance dos resultados desejados. 
Esse conjunto de definições empresariais é categorizado como Filosofia Empresarial.

Rosen (1993) comenta que _“o poder das pessoas talvez seja a força mais poderosa,
já que penetra em todas as facetas de todos os tipos de negócios, tocando em cada
estágio das operações e cada estratégia, meta ou visão”_.

As diversas visões sobre liderança confirmam que a ação de liderar demanda a realização
de objetivos com e por meio de pessoas. Ser dirigente é como reger uma orquestra
cujas partituras mudam a cada instante e cujos músicos têm liberdade para marcar
seu próprio compasso.

Senge (1998) acrescenta que liderança é _“a tensão criada pelo fosso entre a situação
presente e o sonho. Como toda tensão procura resolução, ela é fonte de energia que
leva à criação de algo que não existe. E é isso que fazem os líderes”_.

Para Kouzes e Posner (1997) a liderança é _“a arte de mobilizar os outros para que
estes queiram lutar por aspirações compartilhadas”_. Nesse conceito, uma palavra
se destaca: querer, pois levar as pessoas a fazerem alguma coisa não é uma tarefa
relativamente simples.

Para perceber a verdadeira essência da liderança é preciso se perguntar: o que é
necessário para que as pessoas queiram se engajar em uma organização de forma “voluntária”?
O que precisa ser feito para que as pessoas apresentem um desempenho de alto nível?
O que fazer para que as pessoas permaneçam leais à organização? Eles complementam
que existe uma diferença entre conseguir apoio e dar ordens, e que os verdadeiros
líderes “mantêm a credibilidade em consequência de suas ações – ao desafiar, inspirar,
permitir, guiar e encorajar”.

Papel fundamental possuem os gestores/líderes para modernizar, transformar e renovar
a instituição como um todo. Pela posição privilegiada que ocupam, são pessoas-chave
na tradução da missão/visão/valores da alta administração e das grandes estratégias
da instituição para a linguagem dos que “fazem acontecer” no cotidiano.

Ao mesmo tempo, estão em melhores condições de captar, por intermédio de suas equipes,
os sinais que vêm do mercado, da comunidade e da sociedade e, assim, contribuírem
para o refinamento das decisões estratégicas da organização.

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